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Seu portal publica vídeos, mas o Google não os indexa? Entenda o erro “O vídeo não está em uma página de exibição”

Vídeo não indexado no Google: entenda o erro

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Seu portal publica vídeos, mas o Google não os indexa? Entenda o erro “O vídeo não está em uma página de exibição”

Você grava entrevistas.

Produz boletins.

Publica vídeos dentro das notícias.

Organiza lives.

Cria reportagens em vídeo.

Mas, quando abre o Google Search Console, encontra uma mensagem parecida com esta:

“O vídeo não está em uma página de exibição.”

Para muitos portais, essa mensagem gera uma dúvida imediata.

O vídeo está funcionando.

O player aparece normalmente.

Os leitores conseguem assistir.

Então por que o Google considera que existe um problema?

A resposta está na forma como o Google interpreta aquela página.

Uma matéria que possui um vídeo incorporado nem sempre é considerada uma página cujo objetivo principal é apresentar conteúdo audiovisual.

E essa diferença pode impedir que aquele vídeo seja elegível para determinados recursos de pesquisa relacionados a vídeos.

Neste artigo você vai entender o que significa esse aviso, quando ele realmente representa um problema, quando faz sentido criar uma página específica para vídeo e quais boas práticas ajudam o Google a compreender corretamente esse tipo de conteúdo.

Vídeo não indexado no Google: entenda o erro

Antes de qualquer coisa, é importante esclarecer um ponto.

Esse aviso: “O vídeo não está em uma página de exibição” não significa que o vídeo está quebrado.

Também não significa que ele nunca poderá aparecer no Google.

Na maioria das vezes, o Search Console está apenas informando que aquela URL não foi identificada como uma watch page, ou seja, uma página cujo principal objetivo é permitir que o usuário assista a um vídeo.

Isso acontece porque o Google analisa o contexto da página.

Imagine uma notícia com 1.800 palavras sobre uma entrevista coletiva.

No meio do texto existe um vídeo de dois minutos.

Para o leitor, aquele vídeo ajuda a enriquecer a matéria.

Mas para o Google, o conteúdo principal continua sendo o artigo.

Nesse cenário, o vídeo passa a ser interpretado como um elemento complementar.

E não como o foco daquela URL.

É justamente isso que o Search Console procura indicar.

O Google não indexa vídeos da mesma forma que indexa notícias

Muitos publishers imaginam que basta incorporar um vídeo em uma matéria para disputar espaço nos resultados de vídeo do Google.

Na prática, o processo é diferente.

Quando falamos de notícias, o Google analisa principalmente:

  • texto;
  • título;
  • contexto;
  • estrutura editorial;
  • atualização;
  • dados estruturados.

Já quando o objetivo é indexar um vídeo como conteúdo principal, outros fatores entram na avaliação.

Entre eles:

  • posição do player;
  • destaque visual;
  • contexto específico para o vídeo;
  • miniatura;
  • rastreabilidade;
  • estrutura da página.

Isso explica por que uma notícia pode ser muito bem indexada e, ao mesmo tempo, o vídeo incorporado não aparecer como um resultado audiovisual.

São processos relacionados, mas diferentes.

O que é uma página de exibição de vídeo?

Uma página de exibição (ou watch page) é uma URL criada especificamente para que o visitante vá até ela principalmente para assistir a um vídeo.

O próprio layout deixa isso evidente.

Normalmente ela apresenta:

  • um único vídeo principal;
  • player visível logo no início;
  • título específico;
  • descrição do vídeo;
  • miniatura própria;
  • URL exclusiva;
  • dados estruturados relacionados ao vídeo;
  • conteúdo complementar que ajuda o usuário a entender aquele material.

Quando o Google identifica esse tipo de estrutura, consegue compreender que assistir ao vídeo é o objetivo principal daquela página.

Essa interpretação aumenta as possibilidades de utilização do conteúdo em recursos relacionados a vídeos.

Nem toda notícia precisa virar uma página de vídeo

Esse é um erro que muitos portais podem cometer depois de conhecer esse conceito.

Ao descobrir que o Google prefere páginas específicas para vídeos, alguns publishers concluem que toda matéria com um player deveria ganhar uma segunda URL.

Na maioria das situações, isso não faz sentido.

Imagine uma reportagem completa sobre uma enchente.

Ela possui:

  • texto;
  • fotografias;
  • mapas;
  • entrevistas;
  • dados oficiais;
  • vídeos curtos.

Nesse caso, o vídeo está enriquecendo uma notícia.

Ele não precisa necessariamente se tornar o conteúdo principal daquela URL.

A matéria continua cumprindo perfeitamente seu papel editorial.

O objetivo da página permanece sendo informar.

Não apenas exibir um vídeo.

Criar uma segunda página apenas para repetir exatamente o mesmo conteúdo audiovisual pode gerar trabalho desnecessário e até dificultar a organização do portal.

Por isso, a decisão deve ser estratégica.

Quando vale a pena criar uma página específica para vídeo?

Existem situações em que separar o conteúdo audiovisual faz bastante sentido.

Principalmente quando o próprio vídeo possui valor independente da notícia.

Alguns exemplos são:

Entrevistas completas

Uma matéria pode destacar os principais trechos da entrevista.

Já o vídeo completo pode possuir uma página própria.

Podcasts

O episódio pode ser publicado como vídeo completo, acompanhado de descrição, capítulos e transcrição.

Lives

Coberturas ao vivo normalmente continuam relevantes mesmo depois do encerramento da transmissão.

Uma URL específica facilita a organização desse acervo.

Programas recorrentes

Boletins diários.

Programas semanais.

Quadros fixos.

Todos eles funcionam muito melhor quando possuem páginas próprias.

Reportagens especiais

Conteúdos produzidos principalmente em formato audiovisual também costumam se beneficiar de uma estrutura dedicada.

Em todos esses casos, assistir ao vídeo passa a ser o objetivo principal da página.

E isso fica claro tanto para o usuário quanto para o Google.

A notícia e o vídeo podem trabalhar juntos

Uma dúvida bastante comum é:

“Preciso escolher entre a matéria e a página de vídeo?”

Não.

Na verdade, elas podem se complementar.

Um fluxo bastante eficiente funciona assim:

  1. A redação publica a notícia completa.
  2. O vídeo completo recebe uma página própria.
  3. A matéria incorpora esse vídeo.
  4. A página do vídeo direciona para a notícia completa.
  5. Ambos passam a reforçar um ao outro.

Dessa forma, o portal consegue atender diferentes intenções de consumo.

Quem deseja apenas assistir ao vídeo encontra uma página construída para isso.

Quem procura contexto, documentos, atualizações e aprofundamento encontra a matéria.

Essa estratégia também fortalece a arquitetura interna do portal.

O layout precisa mostrar claramente que o vídeo é o protagonista

Criar uma URL separada não basta.

A própria estrutura da página deve indicar que o vídeo é o conteúdo principal.

Alguns elementos ajudam bastante nessa identificação.

O player deve aparecer logo no início da página, sem exigir que o usuário percorra grandes blocos de texto para encontrá-lo.

O título precisa representar especificamente aquele vídeo.

A descrição deve contextualizar o conteúdo apresentado.

Também é interessante disponibilizar:

  • duração;
  • autoria;
  • data de publicação;
  • vídeos relacionados;
  • links para conteúdos complementares.

Quando essas informações aparecem de forma organizada, tanto usuários quanto mecanismos de busca conseguem compreender rapidamente o objetivo daquela página.

Um bom exemplo de organização audiovisual

Uma referência interessante é o ND Play, do portal ND Mais.

Em vez de distribuir todos os vídeos apenas dentro das notícias, o veículo organiza programas, entrevistas, podcasts e transmissões em uma área própria voltada ao consumo audiovisual.

O objetivo não é copiar exatamente esse modelo.

Mas entender o princípio.

Quando o portal trata o vídeo como um produto independente, fica muito mais fácil organizar, encontrar e consumir esse conteúdo ao longo do tempo.

Mesmo veículos menores podem aplicar essa lógica criando uma categoria específica para vídeos ou um espaço dedicado aos conteúdos audiovisuais.

Dados estruturados ajudam o Google a compreender o vídeo

Depois que a estrutura da página está organizada, existe outro elemento importante: os dados estruturados.

Eles funcionam como uma forma padronizada de informar ao Google detalhes sobre o conteúdo publicado.

No caso dos vídeos, a marcação mais utilizada é o VideoObject.

Ela permite informar dados como:

  • título;
  • descrição;
  • miniatura;
  • data de publicação;
  • duração;
  • URL do vídeo;
  • URL de incorporação;
  • autor ou organização responsável.

Essas informações ajudam o Google a compreender melhor o conteúdo da página.

É importante destacar, porém, que os dados estruturados não garantem indexação.

Eles facilitam a interpretação do conteúdo, mas continuam fazendo parte de um conjunto de fatores que o Google utiliza para decidir como aquela página será processada.

A miniatura também faz parte da indexação

Outro ponto frequentemente ignorado é a miniatura do vídeo.

Ela não serve apenas para atrair cliques.

Também ajuda o Google a identificar corretamente o conteúdo audiovisual.

Alguns cuidados importantes incluem:

  • utilizar uma miniatura exclusiva para cada vídeo;
  • garantir que a imagem esteja acessível ao Google;
  • evitar bloqueios no robots.txt;
  • utilizar resolução adequada;
  • manter coerência entre a miniatura e o conteúdo apresentado.

Reaproveitar a mesma miniatura para vários vídeos ou utilizar imagens genéricas pode dificultar a compreensão do conteúdo.

A transcrição melhora a experiência e ajuda na compreensão do conteúdo

Uma prática que vem sendo adotada por diversos veículos é publicar uma transcrição ou um resumo do vídeo na própria página.

Isso traz benefícios importantes.

Para o usuário:

  • melhora a acessibilidade;
  • permite localizar rapidamente um trecho específico;
  • facilita o consumo em ambientes sem áudio.

Para mecanismos de busca:

  • oferece mais contexto;
  • facilita a compreensão do tema abordado;
  • ajuda a relacionar o vídeo com outras páginas do portal.

A transcrição não precisa reproduzir absolutamente cada palavra.

Um resumo bem estruturado já costuma cumprir esse papel.

O Search Console mostra onde está o problema

Quando o Google identifica dificuldades para processar vídeos, o Search Console normalmente informa o motivo.

Entre os avisos mais comuns estão:

  • vídeo não está em uma página de exibição;
  • vídeo não encontrado;
  • miniatura inacessível;
  • dados estruturados incompletos;
  • vídeo muito pequeno;
  • vídeo fora da área visível.

Esses relatórios ajudam o portal a entender se o problema está na estrutura da página ou na forma como o conteúdo foi publicado.

Por isso, acompanhar regularmente o relatório de indexação de vídeos deve fazer parte da rotina técnica do portal.

Como validar uma página antes de publicá-la

Sempre que uma nova estrutura de vídeo for criada, vale realizar alguns testes antes de replicá-la para todo o portal.

Um fluxo simples pode ser:

  1. Publicar uma página de teste.
  2. Conferir se o player aparece imediatamente.
  3. Validar os dados estruturados.
  4. Verificar se a miniatura está acessível.
  5. Inspecionar a URL no Search Console.
  6. Testar a versão publicada.
  7. Confirmar se o vídeo aparece corretamente no HTML renderizado.

Essa validação reduz bastante a chance de repetir problemas em centenas de páginas.

Erros comuns que impedem a indexação de vídeos

Além do erro relacionado à página de exibição, existem outras situações que costumam dificultar o trabalho do Google.

Entre elas:

  • vários vídeos competindo pelo protagonismo da mesma página;
  • player carregado apenas após interação do usuário;
  • vídeo escondido em abas ou acordeões;
  • ausência de miniatura válida;
  • dados estruturados inconsistentes;
  • URL bloqueada por noindex;
  • página protegida por autenticação;
  • conteúdo principal entregue apenas por JavaScript.

Nenhum desses fatores, isoladamente, explica todos os casos.

Mas quanto maior o número de obstáculos, mais difícil se torna a interpretação da página.

Nem todo vídeo precisa disputar resultados de vídeo

Outro ponto importante é definir claramente o objetivo de cada conteúdo.

Nem toda gravação precisa aparecer como resultado específico de vídeo.

Em muitos casos, o principal objetivo continua sendo fortalecer uma reportagem.

Uma entrevista incorporada a uma matéria continua agregando valor ao leitor, mesmo que aquela URL nunca seja interpretada como uma watch page.

Por isso, a estratégia deve separar funções.

Uma notícia continua sendo uma notícia.

Uma página de vídeo continua sendo uma página de vídeo.

Cada formato atende a uma intenção diferente.

Como integrar vídeo, texto e YouTube

Os melhores resultados normalmente aparecem quando o portal deixa de tratar cada formato de forma isolada.

Uma estratégia integrada pode seguir este fluxo:

  1. A notícia completa é publicada no portal.
  2. O vídeo recebe uma página própria quando fizer sentido.
  3. O vídeo completo também é publicado no YouTube.
  4. A matéria incorpora o player.
  5. Shorts e Reels divulgam os principais trechos.
  6. Web Stories reforçam a distribuição.
  7. As plataformas direcionam o usuário de volta ao portal.

Esse modelo cria um ecossistema de conteúdo.

Cada formato fortalece o outro.

A organização do acervo também faz diferença

Conforme o portal passa a produzir mais vídeos, a organização se torna cada vez mais importante.

Criar categorias específicas, playlists, séries e páginas temáticas facilita tanto a navegação dos leitores quanto o trabalho dos mecanismos de busca.

Em vez de centenas de vídeos isolados, o portal passa a construir uma biblioteca audiovisual.

Esse acervo tende a ganhar valor com o tempo.

Perguntas frequentes

O que significa “O vídeo não está em uma página de exibição”?

Significa que o Google entende que o vídeo não é o conteúdo principal daquela URL. Normalmente ele está incorporado como elemento complementar dentro de uma página cujo foco principal é outro.

Toda notícia com vídeo precisa de uma página específica?

Não.

Muitas matérias funcionam perfeitamente com o vídeo incorporado.

Páginas próprias costumam fazer mais sentido para entrevistas, programas, podcasts, lives e reportagens especiais.

O VideoObject garante indexação?

Não.

Os dados estruturados ajudam o Google a compreender melhor o conteúdo, mas não garantem indexação nem melhor posicionamento.

Posso utilizar vídeos do YouTube?

Sim.

O YouTube pode ser incorporado normalmente ao portal.

Dependendo da estratégia, o vídeo pode existir tanto no canal quanto em uma página própria dentro do site.

A transcrição ajuda no SEO?

Ela melhora a acessibilidade, fornece mais contexto para mecanismos de busca e facilita o consumo do conteúdo pelos leitores.

Vale a pena criar uma área de vídeos no portal?

Sim.

Uma organização específica para conteúdos audiovisuais facilita a navegação, fortalece o acervo e cria uma experiência mais adequada para quem deseja consumir vídeos.

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Conclusão

Publicar um vídeo dentro de uma notícia não significa, automaticamente, disputar espaço nos resultados de vídeo do Google.

Quando o objetivo é fortalecer uma reportagem, essa estratégia continua fazendo todo o sentido.

Mas, quando o portal deseja que determinado conteúdo audiovisual seja tratado como protagonista, vale construir uma página pensada especificamente para esse formato.

Player em destaque.

Título próprio.

Descrição.

Miniatura.

Dados estruturados.

Transcrição.

Todos esses elementos ajudam usuários e mecanismos de busca a compreenderem claramente o objetivo daquela URL.

Mais do que resolver um aviso do Search Console, essa organização representa uma oportunidade de transformar o vídeo em um ativo permanente dentro do portal.

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