Estar na internet é um risco diário e passar nossos dados, é sinônimo de preocupação. E não é para menos. Afinal, não sabemos o que pode acontecer e quem pode estar por trás disso. São dados pessoais, números de cartões, conta bancária etc. Por isso, hoje nós vamos trazer para você, sobre algo que pode te tranquilizar nesse meio cibernético: a confidencialidade, envolvendo a GDPR e LGPD.

 

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O que são as siglas GDPR e LGPD?

Talvez você ainda não conheça, mas é bem simples de compreender. Essas siglas são teoricamente recentes e não muito comentadas, mas representam duas leis: uma Europeia e uma Brasileira, sobre a proteção de dados na internet. As siglas correspondem da seguinte maneira: GDPR (Europeia) – General Data Protection Regulation (na tradução – Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados) e LGPD (Brasileira) – Lei Geral de Proteção de Dados.

As leis surgiram para diminuir o número de hackers e ataques acontecidos nos últimos tempos. Além é claro, controlar o uso de dados e informações por partes das empresas. Sendo esse, um número assustador. Até mesmo o Facebook, já entrou na lista de empresas que utilizam dados dos seus usuários.

E nada melhor do que saber que estamos mais seguros, não é mesmo? Então saiba mais sobre essas leis que vieram para nos ajudar!

 

Quando surgiram

Se tratando da lei Europeia, a proposta aconteceu em 2012 e foi aprovada em abril de 2016, pela própria União Europeia, mas só entrou em vigor em maio de 2018. Já, quando falamos na lei Brasileira, essa, foi aprovada em agosto de 2018, mas vai entrar em vigor apenas em agosto de 2020. Porém, é válido lembrar que as empresas já estão se adaptando e refazendo seus acordos e contratos de confidencialidade para atender a nova lei e dar um maior conforto e segurança aos seus clientes.

 

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Para que servem essas leis?

Depois de ver o que são as siglas GDPR e LGPD e quando essas leis surgiram. Você já está pronto para saber para que servem essas tais leis de proteção de dados. A partir do momento em que estamos na internet, temos consciência de que (infelizmente) nossas informações e dados são “confinados” quando acessamos algum site ou quando preenchemos algum formulário (de compra, cupom, cadastro etc). E é para isso que essas leis servem: para proteger os dados dos cidadãos. E garantir que as empresas sejam honestas com seus clientes e não usem de má fé, suas informações.

Nossa vida está cada dia mais presente no universo cibernético. Compras e cadastros são feitos através de sites e aplicativos, com muita frequência. E é natural que as empresas precisem coletar tais informações e dados (existem até empresas especializadas na venda de dados e informações). Entretanto, com tanto abuso cometido por diversas empresas nos últimos tempos, foi necessário a instalação de uma lei que promovesse cuidado e segurança para os usuários da internet. E é para isso que a GDPR e LGPD servem.

 

Funcionamento das leis

Como dito antes, muitas empresas já começaram a se adequar nas normas e princípios das leis. Por mais que a brasileira ainda não tenha entrado em vigor, a lei Europeia também se aplica aqui no Brasil. É válido destacar que sim, as empresas estão tendo mais responsabilidade para e com seus clientes, respeitando e mantendo em segurança seus dados. Porém, sabemos que nem todas possuem esse bom senso com seu público e ousam se arriscar contra as leis.

E para punir as empresas que não cumprem as regras de confidencialidade e proteção de dados na internet, são aplicadas multas, que podem ir tanto de avisos, em caso de leves infrações, quanto a multas altíssimas que podem chegar a 20 milhões de euros ou 4% do último faturamento anual da empresa. As mutas são uma forma de alerta para as empresas, que, se em algum momento, forem ilegais com seus clientes (nessa obtenção de dados, sem total consciência do usuário e explicação), serão cobradas.

 

Obrigações a serem cumpridas

E para ajudar no funcionamento dessas leis, algumas obrigações/regras, precisam ser cumpridas pelas empresas. Você pode conferir abaixo, algumas dessas regras das leis de proteção de dados.

– Os usuários poderão escolher como seus dados serão tratados e se podem ser usados;

– A empresa deverá informar quais os dados estão sendo coletados;

– Linguagem de forma transparente para que qualquer usuário entenda onde e como seus dados estão sendo usados;

– Recomendar o anonimato, ocultando informações sobre os usuários;

– Alto índice de privacidade desde o início do projeto.

 

Termos de confidencialidade

Em muitas empresas, são feitos termos de confidencialidade com os funcionários para que aconteça total segurança dos dados dos clientes da mesma. Termos que garantem que os colaboradores não poderão em nenhum momento, usufruir das informações cadastradas. Dessa forma, garantindo que nada saia de dentro da empresa e  corra o risco de causar qualquer dano aos clientes.

Essas leis vieram para tranquilizar os usuários da internet, que se sentem tão inseguros com tamanha crueldade dos dias atuais. Diversas marcas/empresas, já foram extremamente incorretas em suas ações e para isso,  surgiram as leis GDPR e LGPD, que têm o poder de nos ajudar com a proteção de dados.

 

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